Scarto in ritardo

Tuesday, January 23, 2007

Que é feito desta casa?
Como se criou tanta bagunça?
É com desalento que eu vejo os resultados do descaso, do desprezo pelo alheio...
Quando parti, meu carinho não foi suficiente para levar a tua mão a regar minhas rosas, a abrir minhas cortinas, a varrer a poeira de solidão calada.
Pois o que te seria suficiente?
Onde nesta casa não se sente a presença do teu egoísmo? Essa mão perigosa que não acaricia...
Tu perdestes, na loucura da tua espera infértil, o melhor presente da alma. Fostes uma carne macilenta à espera do verme...Uma inutilidade fria!
Tavez um dia, meu príncipe, teu sentimento por este teu ato vândalo será de tanta vergonha que morrerás.
Talvez um dia eu não queira mais visitá-lo... e a tua casa há de ruir silenciosamente.
Em mim, no entanto, haverá só as flores secas, a cortina com o cheiro de mofo, a poeira sedimentada sobre os móveis e a correspondência a apodrecer na chuva...

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Wednesday, January 03, 2007

Falta pouco para a loucura...


Um pouco mais de tempo, um pouco mais de cama, um pouco mais de férias, de nada pra fazer, de não poder olhar nos seus olhos, de não poder te dizer o que quero na hora que quero...
Falta tão pouco para a loucura... para a dominação completa.
Falta só mais um pouco de paciência.

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